consumida pela comunicação imediata fui deixando o meu blog de lado. sempre soube que quando algo dispertasse a minha verborragia, teria aqui como refugio.
arrumando a mala pra voltar pro Rio, depois de 72 horas intensas em são luis do maranhão, me dou conta que nos últimos dias me afasto da cidade em momentos trágicos:a semana dos confronto polícia X traficantes e agora quando a chuva deixa os cariocas ilhados.
e aqui na ilha da capital do maranhão aprendi tanta coisa sobre esse brasil do nordeste, que já foi do norte. aprendi que o maranhão é amazônia. e isso compõe a identidade cultural dos maranhenses. que quem nasce em são luis é ludovincense.
que a cidade tem três times de futebol: moto, mac e sampaio correa. que a praia mais bonita é araçagi. que os lençois maranheses ficam longe três horas da capital. que em são luis a vida corre vagarosa. que algunhs maranhenses vão morar no piauí porque o custo de vida de teresina é mais baixo.
que o reggae daqui é forro-reggae. que tem uma teoria - que adoro acreditar - que as ondas de rádio chegavam do caribe pela proximidade geografica. dai, tocando na rádio, o reggae se tornou o ritmo mais pop da cidade. que o tambor de criola inspirou uma banda chamada criolina que vou levar pra minha vida.
que em são luis tem a praia do caolho. que se come açai da fruta. e tem um restaurante chamando maracangalha que serve caldeirada e pode-se levar o prato da boa lembrança. que eu nem preciso dele pra carregar são luis comigo.
viajo porque preciso. como preciso do ar, sonhos, letras. sou muito grata a todos que nos acolhem. e quase perco a hora de voltar, como um ato falho raro. é que não poderia passar por essa vida sem passar por são luis do maranhão.
