domingo, 27 de novembro de 2011
O Fim da Juventude
Hoje ela morreu. E isso não é mal, é apenas um fato novo.
O conceito de juventude, com a sua semente plantada na revolução industrial e que ganhou forma na sociedade de consumo do pós-guerra, não existe mais. Ela foi protagonista dos movimentos de 68, da era hippie, do fora-collor e depois se pulverizou, se distendeu, até desaparecer.
A rotulação de um grupo por faixa etária ficou rasa para a sociedade de nicho. Em um mundo pós-global, o gosto é definido por inúmeros fatores e estímulos. Ser fã de HQ, séries, jazz, chorinho ou rap. Ser plugado ou praticar esportes radicais, ou as duas coisas ao mesmo tempo, não faz de ninguém mais ou menos jovem. A avó pode ter facebook e o neto passar o domingo escutando vinil que resgata músicas da belle epoque. Em um tempo onde as opções estão postas, as escolhas são fruto das oportunidades, da conta bancária e de aptidões subjetivas, que refinam o desenvolvimento do indivíduo.
Os ritos de passagem já não seguem um padrão. Estudar, fazer vestibular, diploma, primeiro emprego, família, aposentadoria. Essa ordem dos fatores se embaralhou a tal ponto, que nada mais é garantia de nada. E a crise da economia mundial não previu um plano para essa geração, que caiu no vácuo e tateia atrás de novos caminhos. A hora de sair da casa dos pais ou de ter filho, qual é? As possibilidades se alargaram e vemos exemplos de gravidez desejada ao 18 e outras adiadas para os 45 ou mais.
Ainda existe uma passagem biológica para novos prazeres e responsabilidade. O primeiro namorado, a primeira transa, a primeira camisinha estourada, o primeiro baseado, a primeira grana do mundo dos adultos. Dai a primeira conta, das muitas que virão. Depois que a infância fica na lembrança, as fases se misturam na dureza da vida competitiva. Vestibular para entrar no jardim de infância já não é mais exceção e a partir dai, o mundo de gente grande vira um futuro eterno e horizontalizado.
O fim da juventude também é fruto do invisibilidade da velhice. Podemos viver até 110 anos, o que determina isso é a sorte, os avanços da ciência, a vida que se leva. A velhice não tem mais data anunciada pra chegar, a infância se encurta, e nesse meio do caminho, a definição de juventude morreu. O fim do maniqueísmo da guerra-fria sepultou todo um mundo dicotômico, dos jovens ou não jovens. Ficou pouco demais.
domingo, 20 de novembro de 2011
Delicinha
Primeira Pessoa
A minha poesia tem um pouco de exagero
da maquiagem borrada da noite passada.
De um quê que vem de não sei onde.
Um pouco dele
Um muito de mim ao quadrado inverso da pessoa.
Um sussurro rouco e mal empostado.
A minha poesia tem as marcas dos meus trintas e tantos anos
De encontros e despedidas
De personagens que se perderam no caminho
Da Sininho namorada do Peter
Que reaparece na forma da filha, da mãe, da amante.
Ela vem na primeira pessoa do singular
E interrompe tudo
Desculpe se te fiz esperar
Não fui eu, foi ela
Essa maldita.
Amem sem acento
Choro de Chuva
Algo pisca na minha tela impositivo, como se falasse:
Me escreva.
Que a garganta doe.
A quem vai interessar.
Ontem aprendi a palavra choro em francês.
Pleurs.
Parece com chuva.
Pluie.
Choro chuva quando a garganta cala.
E me estranho só encontrando paz no silêncio.
Descubro que ele pode ser um bom companheiro.
E hoje não o troco por ninguém.
Desculpe babe
As vezes simplesmente não dá.
Não consigo sorrir.
Sinto imensamente o tempo perdido.
As pessoas que me esperam no domingo.
E espero que elas entendam que não merecem a minha melancolia.
Ela reservo para minha solidão.
Será o luto?
A humanidade que adoece?
Os planos não concretizados?
O outro, que não podemos decidir por ele?
A crise mundial?
Deve ser um caso de TRA - Todas as respostas anteriores.
Nessas horas entendo porque os poetas poetam.
Porque tem momentos em que não conseguimos gritar.
A poesia é como o buraco da avestruz.
A saída de emergência para as dores da alma que ainda não inventaram nome,
ou se soubeream, não me contem.
Prometo que não vou me jogar da janela.
Tem um sol lá fora me dizendo reaja.
E, por hora, estou negociando comigo o como
Será que ele me ensina?
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A USP e cada um de nós
Vejo meus colegas hoje atores, deputados, executivos, empresários, pesquisadores se posicionando pelo debate do Código Florestal com a sociedade, os direitos de gêneros, a aplicação da lei da ficha limpa, uma televisão aberta a diversidade, investimentos em uma educação para a cidadania.
Muitos sabem de quem estou falando. Pessoas integras, que me identifico ao chamá-los de amigos.
Penso nisso, sem nenhuma dose de nostalgia, para dizer que o que acontece hoje na USP mexe comigo. Estudei na Federal da Bahia, mas em sucessivos intercâmbios com a USP, posso dizer que conheço o seu campus por dentro. Uma instituição modelo em vários aspectos e como já acontece em outras universidades, merece ter o seu representante máximo, o reitor, eleito pela comunidade acadêmica: estudantes, professores, funcionários.
Hoje a USP ocupa o noticiários novamente pela invasão da tropa de choque da polícia de SP, com helicópteros, cavalarias, 50 viaturas, bombeiros e a polícia militar. O resultado dessa ação de guerra foram dezenas de estudantes presos, fichados, pelo menos duas portas arrombadas com a força policial. Não precisa nem dizer que toda essa ação mirabolante é paga com o nosso dinheiro.
O estopim foram 3 estudantes fumando maconha. Os estudantes são satirizados por usarem i-phone e roupas de grife. São chamados de "filhinhos de papai". Criminalizados por cobrirem os rostos para não ser identificados (porque será?). O delegado diz que vai descobrir quem é ligado ao ME e aos Partidos Politicos. Todo esse discurso raivoso, que soa até tragicômico, infelizmente é a força bruta travestida de informação. E o velho bordão gritado durante a Ditadura Militar ainda faz todo sentido: "Você ai fardado também é explorado".
Velhos preconceitos, velhos hábitos.
Mas há algo para comemorar. A juventude, sempre ela o motor da história, se mexe através-e-além das redes sociais, ocupando em um grito rouco os espaços que clamam por transparência. Esses parecem imunes a patrulhas arcaicas e atualizam que a luta é internacional. A universidade é identificada como um espaço do pensamento e muitos professores fazem coro com os estudantes.
Há uma fagulha de esperança.
E eu tenho mais de 20 anos, mas continuo partidária dos loucos, tortos, inquietos e rebeldes.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Morri um pouco
Com aquela voz familiar, que sempre fazia as mais belas perguntas bobas
Esperei e como nada acontecia, pensei em pegar o telefone e ligar
Para fazer tolamente as contra perguntas: como vai a gripe?
Mas ela nao iria atender
E nada mais fazia sentido
Tentei dormi, mas como pegar no sono sem o seu boa noite?
Nenhum amor substitui o outro amor
Nada nem ninguém podia me acudi
Nao tendo pra quem gritar, calei
E pensei, se por um instante pudesse te dar o ultimo presente
Te daria um pouco da vida que nem sei quanto me resta
Para que passasse por ela um bocadinho mais ao seu lado
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
viajo porque preciso
consumida pela comunicação imediata fui deixando o meu blog de lado. sempre soube que quando algo dispertasse a minha verborragia, teria aqui como refugio.
arrumando a mala pra voltar pro Rio, depois de 72 horas intensas em são luis do maranhão, me dou conta que nos últimos dias me afasto da cidade em momentos trágicos:a semana dos confronto polícia X traficantes e agora quando a chuva deixa os cariocas ilhados.
e aqui na ilha da capital do maranhão aprendi tanta coisa sobre esse brasil do nordeste, que já foi do norte. aprendi que o maranhão é amazônia. e isso compõe a identidade cultural dos maranhenses. que quem nasce em são luis é ludovincense.
que a cidade tem três times de futebol: moto, mac e sampaio correa. que a praia mais bonita é araçagi. que os lençois maranheses ficam longe três horas da capital. que em são luis a vida corre vagarosa. que algunhs maranhenses vão morar no piauí porque o custo de vida de teresina é mais baixo.
que o reggae daqui é forro-reggae. que tem uma teoria - que adoro acreditar - que as ondas de rádio chegavam do caribe pela proximidade geografica. dai, tocando na rádio, o reggae se tornou o ritmo mais pop da cidade. que o tambor de criola inspirou uma banda chamada criolina que vou levar pra minha vida.
que em são luis tem a praia do caolho. que se come açai da fruta. e tem um restaurante chamando maracangalha que serve caldeirada e pode-se levar o prato da boa lembrança. que eu nem preciso dele pra carregar são luis comigo.
viajo porque preciso. como preciso do ar, sonhos, letras. sou muito grata a todos que nos acolhem. e quase perco a hora de voltar, como um ato falho raro. é que não poderia passar por essa vida sem passar por são luis do maranhão.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
decola no ar


o decola volta a grade da tv brasil e fica até março/2010. só pra matar saudade, achei essas fotos que marcaram tantas aceleradas e papos que rolaram no programa. com o decola rodamos o brasil: bahia, sergipe, alagoas, rio de janeiro, brasília, góias, rio grande do norte....em busca do país off mídiia.
toda terça, 18h
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
pegando a benção
aqui estamos nós. um ano depois da despedida de meu pai, volto a nazaré e lá encontro suas pegadas que a história não apaga. hora de seguir em frente e agregar novos encontros. visitar o cristo, sua obra visionária e onde sua missa foi rezada, simboliza um ritual de passagem. inicia-se uma nova etapa da minha vida. de onde vc estiver, mi padre, tenho certeza que nos está abençoando.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
S.A.M.P.A - vou lá e volto já

esse finds estarei em sampa, vivendo sua efervecente programação cultural. mostra de cinema, expo de fotografia coletiva com a participação de daniel (flyer), mam e comprinhas na liberdade para abastecer a minha dispensa....
são paulo é a cidade que mtos amigos por escolha ou destino foram parar.
ir a são paulo é ter companhia boa na certa e dá a medida do tempo pra sentir saudade do rio. sinto que hoje o rio é o meu lugar, são paulo meu playcenter favorido e salvador minha raíz elástica. e chapada diamantina o meu esconderijo, hoje fujo de toda essa urbanidade.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
amando, verbo no gerundio
fiz poesia barata e seca, com ode das palavras que me ocorriam na velocidade das idéias.
cantei, esperniei e fiz de vc o umbigo do mundo.
e qdo vc se jogou nos meus braços e disse que ali era seu lugar, minha verve calou-se.
me vendo entre os seres de sangue nas veias, os quais a angústia é a combustão,
me arrisco a saudar as ondas que vem e vão,
o sol que nasce e se põe,
o vento que dança e descança.
aqui, nesse país onde o meu sono chega na hora marcada
sigo me refugiando na companhia das palavras
porque o outro, babe
mesmo que ele durma e acorde day by day na sua cama,
ele permanece o sujeito: o outro.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
para os amigos de fé, irmãos, camaradas
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
domingo, 16 de agosto de 2009
a rosa vermelha
adoro fim de noite. quando tudo parece está perdido ou quando o tudo não te bastou, dos excessos nascem encontros genuínos.
qual a diferença entre o clássico e o clichê?
está no sujeito. uma rosa, em um fim de madrugada no jobi, aqui foi um clássico.
olho para a rosa ao amanhecer. desabrochando, como alguém novo que pede licença pra entrar na minha vida. inconsolado com a minha partida, você me manda mensagens lembrando-me que o desejo urge. mas ele pode esperar, afinal já esperou tanto tempo....
cheguei em casa cumprindo o ritual dos boêmios. tiro a maquiagem já na vertical e busco água, apenas ela. mas antes, liberto minha rosa vermelha do material sintético que a envolvia. improviso um jarro em um copo de coca-cola, e com status de instalação pop, a coloco no canto mais visível do quarto.
quero reencontrá-la ao abrir dos olhos, me dando bom dia e anunciando que nem tudo está perdido. gosto dessa frase, que acabou virando nome de filme, além de está lá na música do legião.
a rosa simboliza o amor eterno. não pelo outro, mas pelo amor.
ele, o amor, não morre, se reinventa. nas madrugadas do jobi (será que o nome do bar vem do tom jobim?), no taxista incrível de buenos aires, na garota sortuda que acabou ganhando o meu convite + 1 do circo, no casal se amando ao som de eletrotango....
ele está presente em cada chance dada a vida, a vida bem vivida. o amor também está na gente, infinitamente em nós dois, mas não esqueça, como você fez questão de me lembrar, ele não é só nosso.
isso não é mal. é um livramento da culpa cristã e um brinde a liberdade dionísica. porque a minha felicidade, meu amor, não depende do seu amor. ela é minha e de mais ninguém.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
chicos e chicas
penso em telefones antigos de san telmo e computadores de toque da apple.
e que tudo é passageiro, mesmo o cobrador que na terra de evita virou máquina de moedas.
e enquanto mudo o amor de dono, viajo um pouquito mais o vasto mundo....
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
enquanto ele viaja, leio seu horóscopo
touro, sexta, 3 de julho de 2009
intensidade emocional, sentimentos profundos e dramáticos.
caso vc esteja só, carente, resista e não pague qualquer preço
por companhia e carinho.
cuide do corpo e da alma, cerque-se de beleza e prepare-se
para um outro encontro, em breve.
(o globo)
da cour?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
diário de uma ausência
deixei o passado no passado
precisamos bater a porta de algumas pessoas.
para o bem delas e o nosso também.
para que cada um siga o seu caminho.
hoje revia alguém muito especial do meu passado, que representou o meu sentido de família carioca, quando o futuro dele literalmente bateu a porta.
depois, já na minha casa, li um outro alguém do meu pretérito imperfeito
dizendo que poderia ter valido a pena.
obrigada, por não ter passado do meu passeio.
certas pessoas não seriam, - mais uma vez o pretérito imperfeito -
felizes juntas.
simplesmente porque depois da página dois, não dá liga.
nesse caso, falta-lhe fígado para ser chamado de meu.
essa minha dualidade da fofa-punk não faria bem a sua vida de bom moço.
sejam felizes com o seu presente e futuro.
porque hoje, e só por hoje, não vou beber do meu veneno.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
quero ser um mangá!
desde que me entendo por pessoa de tevê, sempre fui amiga da turma do figurino. quando apresentava na bahia o na carona vivi a fase roots-beatnik.
letícia diniz -, que fez dupla com ludmila medeiros - e juntas mandaram muito no meu visual durante o festival de verão - me disse uma frase que nunca saiu da minha cabeça: "você tem que aprender a transformar 'defeito' em 'efeito'".
isso quando eu reclamava horrores o fato de ser baixinha e fazer o tipo brasileira: peito, bunda e coxa.
depois, tininha viana, a figuraça por trás da estilista luciana galeão, me deu o prazer de fazer meu figurino.
com tanta gente bacana a minha volta, se eu não ficasse ao menos jeitosinha, era muita falta de estilo, coisa que mamãe sempre disse que eu tinha de sobra. sabe as bonecas da infância? as minhas tinham dredlocks, moicanos, cabelo pink....
hoje tenho de um lado luana e do outro ruben, o cara que faz do lixão da praça 15 seu atitude.lab. isso, um laboratório onde mistura o novo e o antigo, o punk e o doce.
com tudo isso e todos eles, moda acabou virando uma paixão e me vestir pro atitude.com a maior diversão. e olha que a brincadeira tá só começando....os próximos figurinos estão de gritar!
e pra me consolar...se não dá pra levar todos pra casa - haja cofrinho - o jeito é eternizar nas fotos. não tou a cara de um personagem de mangá?
sábado, 27 de junho de 2009
paris, mon amour
a última vez que fui pra longe, antes de no rio pousar, fui a paris.
era pra ser uma lua de mel, mas esqueceram de me avisar.
estava hiper-ativa e mal tive olhos para champanhe,
umas das regiões mais lindas da frança.
agora, mas uma vez ela, paris, aparece no meu caminho.
e com seus cafés, te rouba de mim. enquanto aqui em casa, tudo, cada cantinho, me lembra nós.
vou ali e volto já, sei disso.
mas que essa vida é engraçada, ah ela é.
rehab
sem você. (faltam mais 230 hs).
respira.......inspira......
sexta-feira, 26 de junho de 2009
versão blondie-punk
mudar é uma necessidade. um exercício da inquietute. um reflexo da minha insônia aguda. aqui estou. diferente e a mesma.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
pausa para os amigos
segunda-feira, 15 de junho de 2009
só penso nele
terça-feira, 12 de maio de 2009
banzo
me invadiu uma saudade aguda sa bahia, dos baianos, da igreja do bonfim, de busca vida, do porto da barra, do rio vermelho e de todos os cantinhos que posso chamar de meu.
auto-exilio, aqui do lado, mas auto-exilio.
acontece, dona tristeza, que essa bahia que me faz falta já não existe mais.
a bahia de meu pai, meus amores, minha juventude, meus sonhos...
estou presa nessa bahia e seus devaneios.
mas quem disse que essa clarividência me basta?
se vc falar venha, eu vou. se vc me pegar no aeroporto, vou logo mais.
e se aquele convite, meu cumpadre, ainda estiver de pé, ainda posso viver de amor e mais um bocadinho.
sonho ou delirio?
arrique-se e veremos.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
obama vai a marcha da maconha!

domingo, 3 de maio de 2009
giramundo
sexta-feira, 1 de maio de 2009
despedida de solteira
como você namorou uma pessoa traslocada, vale a mesma resposta de como se namora ou se casa como um ser de outro planeta.
porque amamos com as diferenças. porque defeitos a olhos de uns, são diversão a olhos de outros. porque o amor não precisa de porques.
amo meus amigos de outro planeta e os seus olhares sobre a minha vida a faz mais rica.
sem eles, seria mais díficil saber o que fazer nos momentos de trevas.
gosto de cabaré, som de preto e preta, centro da cidade e festa de garotas que namoram garotas.
mas gosto também de ri com quem amo - e com os amores de quem amo - ao redor de uma mesa, cercada de família e papo de futuros filhos.
gosto de noivos e de buquês e ensaio de maquiagem para o grande dia.
esperar pelo casamento de uma amiga é vê-la receber o noivo na sua despedida de solteira, com um sorriso impagável e tudo virar despedida do casal.
e juntos sermos lavados com sabão e pinho sol escorrido do chão do bar.
nas possibilidade do amor, reside o sentido da liberdade.
amo a amiga e amo o casal. e amo todas as nossas variedades de seres exogênos que somos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
a vida até parece uma festa
domingo, 26 de abril de 2009
sábado a noite
experimentos em busca desse novo vir a ser...
enquanto paramos dignamente para pensar,
o mundo gira e nos cobra ação.
alto, lá! aqui, nesse lugar chamado vida,
decido a hora de dançar ou sair de cena.
e essa arte de fazer escolhas, nos faz mais ou menos tolos.
escolhemos a cada manhã, da música que toca ao lugar que moramos.
rio-maravilha, nós gostamos de vc.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sobre virar outra pessoa
não confio nesse ser humano criativo que não surte.
e quando isso acontece, penso em correr pra terapia, fazer 10 anos initerruptos de análise para tentar ser salva.
fujo na manhã seguinte, resistente a mais uma rotina, horário e regrinha na minha agri-doce-vida.
prefiro o floral, portátil e levemente alcolizado.
se vc vai relevar ou não?
no seu lugar, não sei se pularia essa fogueira ou encararia a loucura alheia.
a medida do altruismo é o nosso bem querer.
sim, estou assustada com o que sou capaz.
e se mesmo depois do dito, vc virar caramujo, faz bem, porque loucura, meu nego, vicia.
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
PALAVRAS PARA VOCÊ NÃO LER
o brilho dos seus olhos não saem da minha mente. rodam e me deixam zonza de pensar: como consegui chegar até aqui sem eles?
taís - entendo agora. olhos opacos, são felicidade de fachada. ainda não inventaram essa maquiagem.
cada flexão da sua vasta sombrancelha.
o vc é linda, que fica feito mantra no meu ouvido. logo no dia que estava me sentindo menos linda. cabelo sujo e quase enferma.
era como se vc tivesse lido meu manual de instruções. montasse meu quebra cabeça. chegar até aqui fazia sentido.
redescubro o sentido de pertencimento, unicidade, eterno.
até a sua saída tão cinematográfica....uma cena que merecia ser filmada.
uma auto-sabotagem minha, previsível, tá lá, vide-bula.
tempo-antídoto + alguma persistência.
mas não se demore príncipe, para não virar sapo.
gosto de homens que dizem sim. e que não tem vergonha de ser assim.
terça-feira, 14 de abril de 2009
e ela voltou pra bahia
....como um anjo torto
...que um dia surta, bate asas, sobe em um avião com seu echarpe, como quem sequestra a si mesmo.
reeencontrei essa moça na minha casa de salvador. tomamos café com direito a aimpim e banana da terra e relebramos os curativos.
agora de moto. cai, levantei.
e como tudo de bom e de ruim - mas nem um pouco morno - que passa pela a nossa vida,
um chef de cozinha me queimou.
escrevo e percebo as muitas coincidência. mas são pessoas e plurais, que vem e vão.
ando sendo pega pelo estômago, pelo amigos, pela família, pelos antigos e eterno amores.
pelos potenciais.
anjinho macrô, rainha do missô, boa sorte onde vc decidir ficar e pra tudo que vc escolher chamar de seu.
e obrigada pelas doses de loucura adicionadas a minha vida de boa moça.
segunda-feira, 30 de março de 2009
ela veio morar comigo
entre uma insônia, uma dor de estômago punk e uma overdose de remédios...divido aqui a mais boa nova do meu lar, crazzy lar.
mezzo amiga antiga, mezzo assistente-polivalente, a mais nova habitante da cidade do rio de janeiro veio parar na minha casa. a moça ganhou teto e cep carioca e eu ganhei uma habitante na minha rede.
sim, ela não simpatiza muito com a cama e o quarto de visitas continua vazio. mas a minha sala, a minha cozinha (tenho passado bem com banquetes macrobióticos) e os meus ouvidos andam preenchidos.
convenci que deveria fazer um blog - seria egoísmo prender suas histórias a ipanema - e assim nasceu o aromavanilla.blogspot.com. misto de pornô-blog com desabafo feminino, é coisa para seres curiosos e de poucos pudores. arrisque-se!
sexta-feira, 27 de março de 2009
minha bahia, meu dengo
meu porto da barra, meu pôr do sol no farol, meu acarajé da cira, meus butecos do rio vermelho....ai, esse sentimento de pertencimento me preenche e me traduz.
sou baiana de salvador e sinto a minha raíz em cada olhar pro mundo. uma raíz elástica. me jogo, me volto, me vou e reencontrá-la, bahia, é sempre bom.
chego sexta, dia 3.
gravo para a tv que gosto, com quem gosto, fazendo o que gosto - isso é que é luxo! convite afetuoso de um paulista-baiano, que vai ser sempre meu chefe-querido e oráculo.
ainda corro o risco de ser abduzida no pouso. desconectada do aeroporto até a hora do trabalho. humm, por três dias vai ser díficil sentir saudade de ipanema....
p.s. ao som de mania de vc, rita lee.
sábado, 21 de março de 2009
girassóis
domingo, 15 de março de 2009
meu all star rosa fluor
sailor, personagem de nicolas cage, levanta um cara brutamontes pelo colarinho e diz: "não fale do meu casaco de pele de cobra, ele é o símbolo da minha liberdade individual". coisa de david lynch.
hoje vc me liga de madrugada e diz: não paro de pensar em uma minina de all star rosa. senti que alguém captou minha alma.
você diz que meu texto te intimida. ai, esse texto não é exatamente novo.
mas vc ri do meu humor ácido? entende as minhas piadas sem graça? viaja nos meus papos pseudo-cabeça? embarca no meu existencialismo de mesa de buteco?
não, isso não é um teste. é uma medida de até que página pode ir um 'vamo atrás do trio-elétrico?'.
p.s. ao som de tiê, cd sweet jardim. uma paulistana pop prozac.
quinta-feira, 12 de março de 2009
lendo a vida de paulo leminski
...o subtítulo da biografia escrita por toninho vaz é 'o bandido que sabia latim'. o poeta curitibano, que trabalhou em tv no programa vanguarda e morreu aos 44 anos, foi o guru da minha adolescência.
queria viver intensamente como ele.
acontece, poeta, que cansei antes.
sacumê, baiano, gosta de uma rede...e essa tal de noite, cansa muuuito.
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai nos levar além"
terça-feira, 10 de março de 2009
assim nascem as idéias
às vezes acho que tenho saudade
às vezes acho que ando moscando
às vezes que meu coração tá vázio
às vezes acho que devo sair mais
às vezes que foi pura perda de tempo
às vezes acho que quero ficar só
às vezes acho que devo ir mais ao cinema
às vezes acho que preciso pintar a parede
essa inquietude que me exaure e me aporrinha
me faz buscar respostas para não morrer de tédio
como a vodca também não é o meu caminho
acho que dessa achação toda vou fazer um filme
mais por qual dos três começo?!
segunda-feira, 9 de março de 2009
mulher de fases
quarta-feira, 4 de março de 2009
a vida é a arte dos encontros

conheci mario broder no atitude.com e gostei desse cara de cara.
ele me disse, vou pro leste europeu dividir o palco com a elza soares.
conseguiu uma câmera e filmou pra gente. esse material continua inédito, pq ele filmou no sistema europeu e usamos o norte-americano.
mas outros frutos viriam: a experiência na estrada virou o show no brasil 'os compulsivos e a perigosa'.
o tema do atitude.com dessa terça era compulsão, então, deixando fluir a sincronicidade convidamos: elza e os farofeiros. hj o dia foi deles e o programa brilhou. mininos e minina, vcs merecem todo o nosso aplauso. boa sorte nos palcos da vida!
p.s. na 1a quinta, sexta e sábado de março eles estão juntos no rival, rj.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sobre fazer escolhas
não me chame pra seguir bloquinho de coisa nenhuma.
e saiba que nem na adolescência fui maria-vai-com-as-outras.
hoje fui vê 'o leitor'. minha segunda escolha.
porque o 'curioso caso de benjamin button' tava cheio pela segunda vez.
sabe o certo por linhas tortas?
um filme de reviravolta.
da não escolha, que, na verdade, é uma escolha.
e de como se libertar do que não podemos mais mudar.
o passado.
catarse. e depois sair andando por ipanema.
olhando a cidade e pensando:
aqui escolhi morar.
isso já é um começo.
sábado, 31 de janeiro de 2009
de novo, porque não abro para comentários
sei que
e-mails respondidos um a um nem sempre é promessa cumprida.mas deixo aqui a certeza da leitura, com ou sem réplica.
não estou numa bolha de observacão e tão pouco tou me lixando pra quem vai ganhar o big brodher, quem é a nova mulher salada de fruta ou se você sabe quem eu sou.
pra me achar
de onde paramos, mesmo?
e eu que pensei em suspender a agenda e fazer programação sob encomenda.
a gente esquece que a mãe da gente quer só ficar com a gente.
não tem mais essa sagria desatada do último-show-da-última-onda.
a revolução na minha casa de boneca virou a minha doce-bagunça de cabeça pro ar.
um belo choque de ordem (por favor, nada que lembre um tal prefeito)
a calmaria seguinte a faxina me liberou para o show do orixas, no centrão charmoso e decadente do rio, para bailar hip hop cubano.
diversão garantida e um bis tamanho família. até parece trocadilho.
uma pegada live pa com sopro e forte percussão. três vocais que se sucedem e se entrecortam e se atropelam, no bom sentido da coisa.
com o orixas o show é tão bom quanto os discos.
com um detalhe: soa menos radical.
como o funk tá pro rio, o axé pra bahia, o sertanejo pra goiás.
música pra dançar e balançar a mão pro alto como quem prega, sem o sarro cínico (e foda!) do eminem.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
voltei
ai, meu blog solitário.
andei desconectada.
sabe casa em obra, ano entrando no eixo?
mas voltei pra ficar. por hora.
cheia de boas novas.
quinta minha mãe chega ao rio.
minhas duas mães, coisa boa né?
andei mudando o cabelo e prometo colocar uma fotinha aqui.
tou lendo sobre vampirismo e não consigo dormir.
e decidi não ir pro carnaval de salvador.
queria mesmo ir pra nova york, mas vai ter que esperar.
e fiquei solteira, de novo.
isso é a minha manchete!
oba, vamos vê se agora o verão começa........
adeus
fico triste. fico feliz. entro em crise e saio delas.
perco pessoas, apostas, sigo me reconstruindo.
e no fluxo, não perco de vista o respeito.
essa é nossa principal diferença, vc não muda.
e não percebeu minha mudança em relação a vc.
não estou cobrando. apenas entregando os pontos.
se vc é feliz assim, enlouquecendo sistematicamente metade da semana,
boa sorte.
não consigo te vê se fazendo mal. sofro.
pq eu, ainda não entreguei os pontos da minha vida.
quero viagem, beijo, surpresa.
e posso escolher não dividir meus sonhos com quem me encaixa no calendário.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
cep-vinte-mil
mas sem-pressa-nem-freio.
como a vida anda assim, impaciente, vou beber na fonte da sobriedade, para alcançar a sua loucura.




